Quarta-feira, 26 de Outubro de 2005

Hino nacional de Portugal

O hino nacional de Portugal é “A Portuguesa”, que tem letra de Henrique Lopes de Mendonça e música de Alfredo Keil

--- Letra de “A Portuguesa” ---

Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!

Entre as brumas da memória,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós
Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!
Sobre a terra sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

--- História do hino ---

“A Portuguesa” nasceu como uma canção de cariz patriótico em resposta ao ultimato britânico para que as tropas portuguesas abandonassem as suas posições em África, no denominado "Mapa cor-de-rosa", que constava de territórios que ligavam Angola e Moçambique.

Tornou-se hino nacional com a implantação da república, substituindo o “Hymno da Carta”.

A música e a letra de “A Portuguesa” sofreram alterações ao longo do tempo. Onde hoje se diz "contra os canhões", dizia-se "contra os bretões", ou seja, os ingleses. Veio substituir o “Hymno da Carta”, o hino da monarquia.

Em 1956 existia mais de uma versão do hino. Por isso, o governo nomeou uma comissão encarregada de estudar uma versão oficial de “A Portuguesa”. Essa comissão elaborou uma proposta que seria aprovada em Conselho de Ministros a 16 de Julho de 1957, mantendo-se o hino inalterado deste então.

A letra do hino oficial não inclui todo o poema de Henrique Lopes de Mendonça, o qual é apresentado a seguir.

--- Letra completa de “A Portuguesa” ---

I

Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!

Entre as brumas da memória,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós
Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!
Sobre a terra sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

II

Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu

Beija o solo teu jucundo
O oceano, a rugir d`amor,
E o teu Braço vencedor
Deu mundos novos ao mundo!

Às armas, às armas!
Sobre a terra sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

III

Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal de ressurgir.

Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

--- Gravação do hino nacional ---

Pode obter-se uma gravação do hino nacional a partir da página da Internet com o endereço http://www.presidenciarepublica.pt/pt/noticias/2003/hino

--- “Hymno da Carta” (hino monárquico) ---

Ó Pátria, Ó Rei, Ó Povo, Ama a tua Religião Observa e guarda sempre Divinal Constituição

(Coro) Viva, viva, viva ó Rei Viva a Santa Religião Vivam Lusos valorosos A feliz Constituição A feliz Constituição

Ó com quanto desafogo Na comum agitação Dá vigor às almas todas Divinal Constituição

(Coro) Viva, viva, viva ó Rei Viva a Santa Religião Vivam Lusos valorosos A feliz Constituição A feliz Constituição Venturosos nós seremos Em perfeita união Tendo sempre em vista todos Divinal Constituição

(Coro) Viva, viva, viva ó Rei Viva a Santa Religião Vivam Lusos valorosos A feliz Constituição A feliz Constituição

A verdade não se ofusca O Rei não se engana, não, Proclamemos Portugueses Divinal Constituição

(Coro) Viva, viva, viva ó Rei Viva a Santa Religião Vivam Lusos valorosos A feliz Constituição A feliz Constituição

A Carta a que se refere este hino é a Carta Constitucional que o rei D. Pedro IV, que foi também o imperador D. Pedro I do Brasil, outorgou, isto é, deu ou concedeu, aos portugueses. D. Pedro foi também o autor do “Hymno da Carta”, que se tornou oficialmente “Hymno nacional” em de Maio de 1834.
publicado por João Manuel Maia Alves às 10:02
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